Governo do Acre substitui vigilantes por máquinas e causa 400 demissões em 8 meses

vigilante-ou-maquina-27-08-2015Quatrocentos vigilantes já foram demitidos desde janeiro deste ano em Rio Branco. A baixa se deve a um ato administrativo, assinado pela vice-governadora, Nazaré Araújo, que reduziu em 30% o quantitativo de terceirizados para manter a segurança nas escolas e em vários órgãos do estado, especialmente os ligados à saúde pública.

“São pais de família que estão treinados e preparados para combater o crime, mas neste momento, aumentam a fila do desemprego no estado”, protestou o presidente do Sindicato dos Vigilantes do Acre, Nonato Santos.

O Governo do estado tomou a decisão, muito questionada, de substituir os vigilantes por monitoramento eletrônico. Para o sindicalista, a eficiência das máquinas não garante segurança integral na proteção do patrimônio público, dos funcionários e da sociedade.
“Veja um exemplo claro: diante de uma invasão a uma escola, a empresa de segurança precisa ser acionada, por meio de sensores. A partir daí, um servidor é deslocado até a escola para averiguação dos fatos. Somente após isso, a Polícia Militar, através do Ciosp (Centro Integrado de Operações Policiais) entraria em ação. Toda essa burocracia não leva menos que uma hora, enquanto que, se o vigilante estivesse em seu posto, a resposta seria imediata”, explicou Nonato Santos.

“Os furtos e invasões nas instituições só aumentaram. Isso prova o equívoco na decisão do governo. Além disso, não é aceitável que um governo que se diz defensor de direitos trabalhistas promova desemprego e desagregação familiar”, concluiu Santos.

De acordo com o sindicato, outros órgãos públicos ficaram sem a presença do vigilante, ou reduziram em mais de 60% o número desses profissionais á sua disposição. A Fundação Elias Mansour descartou todos os vigilantes, por ordem do governo Tião Viana. Várias unidades de saúde na capital também estão sem vigilantes. O Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), que contava com seis profissionais de segurança, agora só dispõe de três. Os trabalhadores são obrigados a trocar de roupa e fazer refeições a céu aberto, na porta do Necrotério, por falta de um local apropriado, gerando o risco de contaminações em razão do ambiente insalubre.

Na Fundação Hospitalar, que eram 8, agora só dispõe de três. No interior do Acre, a situação é mais grave: nenhum vigilante foi aproveitado. fonte: veja noíticia